Úlceras Vasculares

Úlceras vasculares são lesões/feridas provocadas por problemas na circulação sanguínea nos membros inferiores. Existem 3 tipos principais de úlceras vasculares: úlceras venosas (mais comuns), úlceras diabéticas e úlceras arteriais. Também existem as úlceras mistas (mais de uma causa).

>> Úlceras venosas – Caracterizadas pelo surgimento de feridas (únicas ou múltiplas) na pele, especialmente na região inferior das pernas (tornozelos). Geralmente acomete pacientes com histórico de varizes em estágios mais avançados ou de trombose venosa profunda prévia (síndrome pós-trombótica). Pode surgir espontaneamente ou após trauma local. A pele ao redor da ferida pode coçar, descamar, ficar avermelhada ou até mesmo escurecida. Geralmente os tornozelos incham.  A dor pode surgir quando há infecção, inflamação ou inchaço. 

>> Úlceras diabéticas – Geralmente se desenvolvem nos ponto de maior pressão nos pés ou ainda tem como causa trauma.  Como o nome diz, surgem em pessoas com diabetes (principalmente quando a doença está mal controlada). Quando a doença afeta os nervos do pé, temos diminuição da sensibilidade, dormência e até deformidades no pé, dificultando a pisada e propiciando a formação de úlceras de difícil cicatrização. É a chamada “neuropatia diabética”. Essas ulcerações associadas à infecção, alterações neurológicas e vários graus de doença arterial periférica nos membros inferiores compõe o quadro chamado de pé diabético. 

>> Úlceras arteriais ou isquêmicas – Geralmente aparecem nos pés e nos dedos (mas também pode surgir em outros locais das pernas).  Tipicamente são dolorosas, especialmente durante a noite. Ocorre em pacientes com problemas circulatórios graves, com a diminuição da circulação de sangue nas extremidades (doença arterial periférica). Geralmente são de cicatrização lenta. 

O tratamento das úlceras deve sempre ser realizado de forma individualizada, avaliando caso a caso, o tipo de lesão, as causas do problema e as condições da saúde do paciente. Entre as opções de tratamentos disponíveis, vale destacar o uso de antibióticos, medicamentos que previnam a formação de coágulos ou diminuam a adesividade plaquetária, a realização de curativos nas feridas, o uso de meias ou ataduras compressivas.

É de extrema importância o comprometimento do paciente com os cuidados com a ferida, principalmente na realização dos curativos e no controle da doença que está causando a lesão.